PROGRAMA TIM LOPES DE PROTEÇÃO A JORNALISTAS

O PROGRAMA TIM LOPES, criado pela Abraji com apoio da Open Society Foundations, tem como objetivos jogar luz sobre as investigações de assassinatos, tentativas de assassinato e sequestros de jornalistas e dar continuidade às reportagens interrompidas por criminosos com o intuito de impedir a sua publicação.

Na primeira fase do programa, cujo resultado você encontra neste site, a Abraji levou os repórteres Bob Fernandes, Bruno Miranda e João Wainer a quatro diferentes estados brasileiros para resgatar, em longas reportagens e em vídeos, casos de assassinatos de jornalistas dos últimos anos. O resultado é um retrato tanto do estado da comunicação social no país quanto dos desafios dos sistemas policial e judiciário.

Cada capítulo publicado neste site desvela a história de um ou mais comunicadores assassinados e, na maioria dos casos, a dúvida quanto à autoria e à motivação. Ser jornalista do interior do país significa driblar dificuldades financeiras e frequentemente administrar a um só tempo o trabalho como repórter, vendedor de anúncios, funcionário público, auxiliar de campanha, dedetizador.

Bob Fernandes conversou com autoridades policiais em cada cidade e comprovou, na prática, o que pesquisas e estimativas apontam na teoria: entre 80 e 90% dos inquéritos abertos para investigar homicídios são arquivados sem determinação de autoria e circunstâncias dos crimes. A impunidade serve como motor da violência contra comunicadores, e cada crime serve de mordaça aos colegas que escapam e que precisam continuar trabalhando.

A segunda fase do projeto consiste na formação de uma rede de jornalistas, empregados de redações de diferentes partes do país, que acompanhará in loco cada caso de assassinato, sequestro ou tentativa de assassinato ou sequestro de um colega.

Nesta fase, num primeiro momento, formamos uma equipe da Abraji, composta por Angelina Nunes, coordenadora do Programa Tim Lopes, e Rafael Oliveira, então estagiário da Abraji, para ir ao local e fazer um primeiro relatório de dois casos investigados, um em Edealina, em Goiás, e outro em Bragança, no Pará. O resultado desse trabalho foram reportagens publicadas no site institucional da Abraji e nos veículos parceiros do programa e que também estão neste site.

A ação será uma demonstração de que jornalistas não se intimidam diante da violência que tem como fim calar a voz da Imprensa e, por consequência, ferir a democracia.

Princípios

O PROGRAMA TIM LOPES tem como princípio o trabalho voluntário e solidário de jornalistas com o apoio de empresas, organizações de classe e coletivos jornalísticos, organizações de defesa dos direitos humanos e cidadãos comprometidos com a defesa das liberdades de expressão.

O Programa fará frente a casos de assassinatos e sequestros de jornalistas no território nacional. Serão considerados jornalistas todos os que exercem jornalismo – que consiste na apuração e divulgação pública de informações em jornais, revistas, TVs, rádios e plataformas digitais.

A ação do Programa é pautada pelos princípios do profissionalismo – ou seja, tem atenção prioritária aos procedimentos éticos e de segurança das equipes de campo e de retaguarda.

Todo o material apurado e consolidado estará à disposição para a divulgação livre, sem privilégio de qualquer veículo, mesmo os que cederam profissionais para as equipes.

Créditos

Realização
Apoio

Idealização do programa
Marcelo Beraba

Coordenação
Angelina Nunes

Parceria para criação da marca
Oz Design

Fase 1
Reportagens, vídeos e documentário

QUEM MATOU? QUEM MANDOU MATAR?
Política e Política nos assassinatos dos jornalistas

Direção
Bob Fernandes
João Wainer

Roteiro e Montagem
André Felipe

Reportagem
Bob Fernandes
Bruno Miranda

Produção
Lucas Ferraz

Produção executiva
Thiago Herdy
Guilherme Alpendre

Fotografia
Bruno Miranda

Direção de fotografia
Bruno Miranda

Som direto
Bruno Miranda

Trilha sonora
Punks S/A

Finalização
André Freire

Fase 2
Reportagem: Angelina Nunes e Rafael Oliveira
Fotos: Rafael Oliveira

Equipe ABRAJI
Cristina Zahar
Gisele Lima
Juliana Fonteles
Maria Cleidejane Esperidião
Mayara Paixão
Reinaldo Chaves

DIRETORIA BIÊNIO 2018/2019
Marcelo Träsel
Guilherme Amado
Adriana Barsotti
Amanda Rossi
Juan Torres
Katia Brembatti
Luiz Fernando Toledo
Natália Mazotte
Patricia Campos Mello
Sérgio Spagnuolo
Thays Lavor

Conselho fiscal
Daniel Camargos
Maiá Menezes
Vladimir Netto

Conselho curador
Marcelo Beraba
Angelina Nunes
Fernando Rodrigues
Marcelo Moreira
José Roberto de Toledo
Thiago Herdy
Daniel Bramatti
Edvaldo Morata